Os números que explicam a derrota marfinense
O placard final de Costa do Marfim 1-2 Noruega não conta toda a história — mas os números ajudam. A equipa de Emerse Faé tentou mais (14 remates contra 9 da Noruega), dominou alguns períodos do jogo, mas converteu apenas 1 em 14. A Noruega, pelo contrário, foi ao essencial: 2 em 9, uma eficácia de 22% contra meros 7% dos africanos.
O primeiro tempo terminou 0-1 com o golaço de Antonio Nusa aos 39 minutos — remate colocado no ângulo após combinação com Martin Ødegaard. A Costa do Marfim, que saíra do Grupo E com 6 pontos (2.º lugar), teve dificuldade em criar perigo real apesar de controlar alguns sectores do jogo.
3 conclusões
1. A Noruega mata quando pode. Com 52,9% de posse e apenas 4 remates enquadrados, a equipa escandinava traduziu cada oportunidade de peso em golo. Nusa no primeiro tempo, Haaland no segundo — dois momentos de qualidade individual que valem a passagem aos oitavos.
2. Costa do Marfim foi desperdiçadora. Catorze remates com apenas 1 golo marcado define o jogo marfinense. Amad Diallo foi certeiro aos 74' após combinação com Pépé, mas a equipa nunca conseguiu transformar a sua preponderância em remates em perigo constante à baliza de Ørjan Nyland.
3. Haaland já tem 5 golos no torneio. O avançado do Manchester City estreou-se a marcar nesta eliminatória (86', após passe de Patrick Berg) e soma agora 5 golos em 4 jogos no Mundial 2026 — o melhor marcador da competição até ao momento. O adversário a seguir, o Brasil, sabe bem o que espera.
O que se segue
A Noruega avança aos oitavos de final onde defronta o Brasil. O percurso possível até à final pode ser consultado em /caminho-ate-final/noruega. A Costa do Marfim despede-se do Mundial 2026 com o agridoce de ter saído do grupo e cair logo na ronda seguinte, com a capacidade de criar mas a incapacidade de concluir como epitáfio desta participação.